Sou melhor mãe que tu!



“Sou melhor mãe que tu!” (atenção este texto pode conter alguma ironia).

Nós mães somos umas fundamentalistas, ou bem que é como pensamos ou então está tudo errado!

Não, não é nada disso, como em tudo na vida, as mães também são diferentes umas das outras, mas nenhumas amam mais, ou são melhores ou mais fortes que as outras, acredito verdadeiramente nisso.

Bastou escrever este artigo para chocar várias pessoas!

Chocar porquê? Nunca se sentiram cansadas?
É pecado passados vários meses de trabalho acumulado, sem ter ninguém que nos fique 5 minutos que seja com as crianças, ou que os vá buscar à escola, depois de umas birras sentir-se sem paciência?

Felizmente a maioria das seguidoras esteve comigo e assumiu que sim, que por vezes estão ansiosas que chegue a hora dos filhos irem para a cama?
E que mal tem isso?

Não duvidei nem por um segundo do amor dessas mães pelos filhos!

Os meus filhos são o maior amor da minha vida, são a melhor coisa que tenho, o melhor que fiz,

se me sinto tão realizada e feliz, sem dúvida, que eles são a grande parte desse pacote,

mas não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que nunca stressei, perdi a paciência ou desejei que por uma hora os pudesse deixar com as avós (a materna trabalha imenso e a paterna vive em Tomar)!

Uma seguidora disse-me que não percebia porque é que eu me queixava se eu até tinha tempo para ir ao cabeleireiro!
Imaginem! Que afronta, uma mãe ter tempo para ir ao cabeleireiro?!
Uma mãe, depois de ter filhos tem mais é que ficar enclausurada em casa e esquecer-se que existe como mulher!
Poupem-me!
E eu não me queixei, foi só um desabafo, que atire a primeira pedra quem nunca fez um!

A sociedade é assim, as mães são assim! Donas da verdade e sempre prontinhas para apontar o dedo.

Pois eu recuso-me a ser assim!

Respeito todas as mães e todas as suas decisões.
E mesmo que possa não concordar (porque tenho uma filosofia de vida diferente, por exemplo) nunca ponho em causa o sentimento e possível perda de forças num determinado momento…

porque acima de tudo antes de sermos mães, somos humanas.

Que se lixe a perfeição, não há mães perfeitas,  mesmo que algumas achem que sim!
Podem ser do vosso ponto de vista, mas para outro tipo de mãe, não são!
Cada cabeça a sua sentença!

Mãe é mãe, e eu acredito que à sua maneira, cada uma está a fazer aquilo que acha que é o melhor para os seus filhos.

Não há mães fracas ou mães fortes, cada pessoa tem o seu limite!
O facto de uma mãe aguentar um bebé que chora durante 3 horas seguidas sem qualquer tipo de sentimento nervoso, não faz dela melhor mãe do que aquela que já não consegue ouvir a criança 20 minutos depois de chorar.

Uma mãe que vive o seu recém-nascido na mais verdadeira plenitude, não é melhor que a mãe que teve uma depressão pós-parto!

Uma mãe que só tem um filho, tem tanto direito a sentir-se cansada, como uma mãe de 2, 3 ou 4.
É a vida dela, é o filho dela, só ela é que sabe!

Uma mãe que tem filhos saudáveis não tem os mesmos desafios que uma mãe com um filho doente, mas não é menos mãe por isso!

Uma vez uma amiga disse-me que nunca teria o 2º filho porque não se sentia capacitada para tal!
E depois, há algum problema nisso?
Sabe que o seu limite para ser uma boa mãe ou a mãe que deseja ser é esse!

Entre o ser forte ou fraca (que é assim do mais descabido que pode haver, já que nem devia existir a comparação entre mães), há ainda o ser melhor ou gostar mais, uma medição que se mede pelos sacrifícios que uma mãe faz pelos filhos.

Se elas amamentaram é porque amam mais os seus filhos do que as que não amamentaram (atenção que eu amamentei durante 10 meses).

Se começam a trabalhar mal acaba a licença e os bebés vão para o infantário, deviam ter deixado de trabalhar porque os filhos precisam de nós.

Se não têm o mesmo pediatra que elas não se preocuparam em ter o melhor médico do mundo para os vossos filhos.

Se vão de férias uma semana e os deixam com os avós, são frias, não gostam assim tanto dos miúdos.

Se deixam os filhos brincar na terra, subir árvores, andar de bicicleta sem capacete, são umas inconsequentes, vê-se logo que não amam as crianças assim mesmo a sério.

Se uma vez por acaso o jantar é esparguete com salsichas, meu Deus, que mãe é esta que deixa os seus filhos comerem estas porcarias?

Enfim, sou membro de alguns grupos de mamãs na internet, e lêem-se coisas aterradoras.

Há claramente uma competição para dizer (ou pelo menos pensar) que eu sou melhor mãe que tu!

Mas não meus amores, a verdadeira mãe, mãe que é mãe, a MÃE, não precisa de competir com ninguém,

só precisa de amar os seus filhos sem qualquer limite.

E isso, eu tenho a certeza que todas as que estão a ler este artigo sabem fazê-lo como ninguém!

São mães, por vezes felizes, outras cansadas, exaustas, relaxadas, descontraídas, stressadas, apaixonadas, lutadoras, corajosas, encantadas, mas sempre, sempre com o pensamento numa só palavra, a mais linda do mundo “FILHOS”.

Toca a descontrair, basta clicar AQUI, sonhar faz bem e relaxa!

 

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28 thoughts on “Sou melhor mãe que tu!”

  1. Concordo com tudo o que diz!
    A mania que certas pessoas têm de se achar melhor por isto ou por aquilo, desenganem-se POIS NÃO SÃO!
    Tenho muita pena que a tenham “atacado” por um simples desabafo, só demonstra como as pessoas são…. muitas delas sentem o mesmo mas não perdem uma oportunidade de criticar e apontar o dedo, HIPÓCRITAS! Essas merecem é que sejam banidas do seu face, blogue, etc.
    Continuação do excelente trabalho que tem vindo a fazer, tanto profissional como familiar. Muitas felicidades aos pequenotes.

    1. Obrigada pelo apoio minha querida! Pois é, com o tempo já aprendi a filtrar o que nada me acrescenta, bani o que achei que devia banir, sem peso na consciência, eu quando não gosto de um blog não vou lá, façam o mesmo, não é? Qual a necessidade de atacar? Um grande beijinho :-*

  2. Olá Janine, concordo plenamente com tudo o que disse, o mesmo se aplica, e aqui pode não concordar comigo, e está no seu direito claro, ele há pessoas que apregoam que somos más mães quando damos a palmada na altura certa, pois eu já dei e devo dizer-lhe que desde os 10 anos não me recordo de lhe dar uma palmada ou castigar, já lá vão 5 anos pois ela tem 15, mas houve alturas em que foi inevitável.
    Vá ao cabeleireiro, arranje-se, cuide de si, pois além se ser mãe também é mulher, esposa, e tem que olhar para o espelho e gostar do que vê, se não gostar isso vai-se reflectir no seu dia-a-dia .
    Aliás posso contar-lhe um episódio muito engraçado sem a querer maçar.
    Este ano a minha filha teve uma diretora de turma espetacular e ela ficava muito triste por a Diana ser tímida e não conversar muito com ela, no entanto às Sextas quando a aula de Português era no último tempo ela” retia-a” pequenita para ficarem a conversar, como tínhamos reuniões frequentes uma vez ela contou-me:
    – Sabe Paula a Diana disse-me que a Paula já não lhe ralha à muito tempo
    -Não professora o que ela quis dizer é que não a castigo à muito tempo, ralhar,ralho e muito, não grito é verdade, pois não gosto, mas ralho.
    P.S por exemplo hoje ela está a tirar-me do sério, tem cá o primo e um amiguinho e tá muito respondona, contar até 10, respirar fundo, e logo tenho uma conversinha com ela, agora não,não em frente dos miúdos.

    1. Ehehhe, histórias giras Paula, adoro ler <3 E quanto à palmada, ai se concordo, é que por vezes é mesmo inevitável, e eles acordam logo para a vida, pelo menos com o meu resulta que é uma maravilha! E os castigos também 😉 Quando a arranjar-me, sem dúvida que me sinto muito melhor quando gosto do que vejo ao espelho, digam o que disserem, antes de ser mãe já era mulher 🙂 Beijinhos

  3. Li o seu desabafo e estou plenamente de acordo consigo! Felizmente é tão fácil ser melhor que os outros. Certamente que sim! Apenas na crítica…

    1. É verdade Ana 🙂 O meu filho não passa um dia sem dizer que sou a melhor mãe do mundo, diz-me sempre, ou quando vai dormir, ou quando fiz o jantar e gostou, ou quando lhe digo que está bonito, é mesmo dele é muito carinhoso e todos os dias me diz pelo menos uma vez que sou a melhor mãe do mundo…e isso para mim é o suficiente…o resto, é só o resto <3 beijinhos grandes!

  4. Ui… Como as pessoas gostam de criticar… Mas esquecem-se que toda nós temos telhados de vidro. Percebo-a perfeita Janine. Se eu só tenho uma e às vezes passo-me, sinto-me estafada, Ssem forças para nada, imagino com 2. Às vezes sinto-me mesmo trsite, pois ao fim do dia acho que lhe ralhei demais, ou achei que tive pouca paciência, que devia ser mais tolerante… Não há super mães e todas nós temos direito a um, dois, os que forem necessários, desabafos. Beijinhos

    1. Sem dúvida Vera! Antes também só tinha um e por muitas vezes senti-me de rastos…então nos primeiros 3 meses de vida dele, ui…o que me entristece é a má interpretação do que se diz, hoje em dia temos de ter cuidado com tudo o que falamos, há sempre alguém que está pronto para atacar, seja o que for, há sempre um alguém…eu não tenho problemas em assumir seja o que for, e por um lado é bom ter o blog para poder apoiar quem se sente como eu em determinados assuntos! Beijinhos

  5. Como eu a entendo!!
    São todas boas mães menos nós!
    Todas têm virtudes, mas nós, apenas defeito!
    Pois eu também me sinto muitas vezes cansada, e já não me culpo!
    Não vale a pena ligar a comentários de “mães perfeitas” porque certamente não o são, como nenhuma de nós o é!
    Beijinhos

  6. Quem critica e fica chocada, é a mesma mãe que vemos retratada nesta crónica!
    https://www.facebook.com/EntreBiberonsEBatons/photos/a.236889963096872.50547.234100380042497/1414659458653244/?type=3&theater

    São essas pessoas, que se acham perfeitas, e que exigem dos outros a mesma perfeição, que têm sido responsáveis pelo acréscimo de mães, cada vez mais angustiadas por não serem calmas, idílicas, serenas e perfeitas como os outros exigem. Nós somos seres humanos, erramos, explodimos, por vezes somos egoístas e principalmente somos imperfeitos e ainda bem.

    1. Ahaha, essa crónica está um máximo 😀 Eu já não me interessa ser a mãe perfeita, porque sei que para o meu filho, aos olhos dele, sou a melhor mãe do mundo, ele diz-me todos os dias, e isso basta-me <3 ser amada pelos meus meninos com todas as minhas imperfeições e defeitos! Beijinhos

  7. Concordo plenamente, é como as competições ” o meu filho com 10 meses já andava e o teu só gatinha?”, ou “com 6 meses já tinha 2 dentes”, ou ” com 1 ano já dizia papá, mamã e dá-me um copo de água” 🙂 enfim ás vezes dá vontade de mandar algumas pessoas dar uma volta ao bilhar grande…

    1. Ah sim, essa é o prato do dia! Mas por acaso senti muito mais isso no primeiro filho, talvez no 2º já se faça ouvidos de mercador ou por ser o 2º digam menos, não sei! Mas que dá vontade de mandar passear, ehehhe, ah isso dá 😀

  8. Só tenho a dizer que adorei! <3
    Enquanto filho, tenho a dizer que amo a minha mãe, independentemente das suas decisões e tenho a certeza que ela me ama a mim também independentemente das minhas escolhas!(e é assim que deve ser) Cada um deve viver a sua vida, respeitando a dos outros, mesmo que até não concorde! E reforço a ideia de "Respeito"! Porque é isso que falta no mundo!
    Parabéns pelo post, está excelente! <3 <3 🙂

    1. Obrigada meu querido! Tu e a tua mãe são muito especiais, com certeza porque além de tudo o que o amor comporta também se respeitam muito! Um beijinho!

  9. Considero-me uma boa mãe, com tempo para os meus filhos e para mim. Tenho um filho com 29 anos e uma filha com 24. Quando o meu filho nasceu era muito chorão e desesperei – me muitas vezes por causa disso, apeteceu-me várias vezes tapar os ouvidos e fingir 😊 que não o ouvia. Claro que a preocupação e o amor falavam sempre mais alto. Ninguém os ama mais do que eu de certeza. As mães são humanas e para além dos filhos também têm que se amar a si e isso naturalmente reflete-se na educação deles.
    Tenho pena de quem acha que mãe tem que se apresentar deprimida, descabelada, desarrumada…

  10. Ainda não tenho filhos, mas infelizmente acho que é assim em tudo. As pessoas tem mesmo o hábito de criticar tudo e todos, parece que não são capazes de ler ou ver alguma coisa e relevar. Lembrem se que somos todos diferentes, todos temos qualidades e defeitos, e todos lidamos com as coisas de maneira diferente. Por isso devemos preocupar nos mais com a nossa vida e menos com a dos outros, fazer mais criticas a nós próprios e menos aos outros. Depois é óbvio que as pessoas vivem em prol do que os outros possam pensar, mas não devia ser assim. Devemos viver com o que nos faz felizes, temos de nos agradar a nós próprios e não aos outros. Por um mundo com mais amor e empatia. Um beijinho.

  11. Olá, diz no início deste artigo que o artigo anterior chocou várias pessoas. Decerto houve comentários menos positivos… Havendo tanta gente a seguir este blog, porque razão todos os artigos são tão pouco comentados? E as críticas, que muitas vezes são perspectivas diferentes de ver as coisas, porque razão nunca são publicadas?

    1. Olá Fredy 🙂 Há várias formas das pessoas comunicarem, e a maior força deste blog é no Facebook, se for à página de Facebook, vai ver que este artigo partilhado ontem teve lá mais de 100 comentários, e quase 700 likes! Normalmente é dessa forma que o meu público comunica, na partilha que é feita no Facebook comentando, ou então por mensagem privada 😉 é esta a justificação, neste caso é mesmo um erro guiar-se pelo blog, espreite sempre o Facebook! O artigo anterior, também no Facebook teve mais de 70 comentários! Passe por lá e confirme, não sei qual o motivo mas efetivamente as pessoas preferem comentar na rede social! Obrigada 🙂

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