Cibersegurança e a confiança dos pagamentos online

Cibersegurança e a confiança dos pagamentos online.

A cibersegurança é, ainda, um tema delicado!
Estaremos seguros ao entregarmos parte da nossa vida ao digital?
A resposta não é unívoca, aliás ela encerra múltiplas questões e depende,
efetivamente, da área do vasto mundo da Internet a que nos reportamos.

Atual panorama em Portugal

De acordo com os dados do mais recente relatório do Centro Nacional de Cibersegurança, que tem por base dados do Eurobarómetro, Eurostat, Instituto
Nacional de Estatística (INE) e Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência,
os portugueses mostram-se preocupados com o roubo de identidade, fraude
bancária e pornografia infantil considerando-os como os crimes mais graves que
podem sofrer online com percentagens de, respetivamente, 75%, 78% e 85%.
Destes, a segurança dos dados pessoais lidera a lista com 73% dos inquiridos a revelarem que evitam toda e qualquer partilha de informação pessoal online.

Apesar deste receio, o relatório mostra que, de forma antagónica, os portugueses pouco fazem em relação ao uso de passwords.
Segundo os dados, apenas 13% dos inquiridos utilizam diferentes passwords
para diferentes websites, 12% utilizam passwords mais complexas que no
passado e 16% mudam a palavra passe regularmente, números que batem certo
quando se olha para a percentagem de 52% que afirma não se sentir bem informada quanto à cibersegurança.

Confiança nos pagamentos online aumentou

No entanto, e apesar de alguma falta de literacia digital, o mesmo estudo, que
compara dados de 2017 e 2018, dá-nos uma perspetiva curiosa em relação aos
pagamentos online.
A preocupação dos inquiridos com esta forma de pagamentos baixou de 47% em 2017 para 38% em 2018.

Estes 38% podem, no entanto, tornar-se completamente exagerados quando se fizer a contabilidade do ano 2019.
Em Setembro último, entrou em vigor um novo padrão de segurança para os
sistemas de pagamento online por via da adoção da PSD2, uma diretiva europeia
que estipula a obrigatoriedade do EMV 3-D Secure (ou EMV 3DS) como o standard
da autenticação forte (SCA) para a indústria dos pagamentos, uma vez que suporta
novas tecnologias como, por exemplo, a autenticação biométrica.
Esta autenticação forte passa a ser exigida sempre que particulares ou empresas
fazem compras online com cartão, iniciam transferências, efetuam pagamentos de
serviços e consultam ou alteram informação online.

Este gradual aumento de confiança nos pagamentos online, que a nova diretiva vem fortalecer, é confirmado por um outro estudo, neste caso da Mastercard, que revela que 90% dos portugueses fazem compras online, sendo que apenas 30% fazem essas compras, pelo menos, uma vez por mês e outros 30% o fazem a cada 2/3 meses.
A forma de pagamento mais utilizada nestas compras ainda é a referência bancária.
O cartão virtual é o segundo método de pagamento mais utilizado (35%), seguido, depois, pelo cartão de crédito (29%) e a transferência bancária (18%).

Do comércio tradicional para o E-commerce

Interligados, os dados dos dois estudos, no que concerne aos pagamentos online, mostram uma crescente migração do consumidor do comércio tradicional para o e-commerce a que se soma a utilização, também crescente, de smartphones, tablets ou outros dispositivos móveis com pequenos écrans que prometem atirar as vendas online em Portugal para valores estratosféricos nos próximos anos. Só para se ter uma noção mais exata do que dizemos, só este ano, este modelo de negócio irá representar 2,78% do PIB português.

Tábua de salvação para muitos modelos de negócio ou ferramenta essencial no aumento das vendas por outros, a verdade é que a criação de uma loja online exige que se tomem decisões tão difíceis como escolher ente uma plataforma Woocommerce ou Prestashop, escolher um layout e uma estratégia de marketing adequada ao mercado alvo ou, voltando ao assunto da cibersegurança, escolher um sistema de pagamento online que ofereça uma efetiva garantia de segurança.

Portanto, se no estrangeiro podemos encontrar empresas e produtos como o SiteLock da
homónima empresa americana SiteLock no domínio da segurança cibernética, em
Portugal, e no domínio do sistema de pagamentos online, saltam à vista as mais
recentes soluções E-Commerce e Payments da portuguesa Reduniq, dois produtos que esta marca lusa entrega, atualmente, a mais de mil lojas online no nosso país.

Enquanto a solução E-Commerce oferece uma resposta adaptável a cada negócio, compatível com os principais módulos e-commerce, e se rege pelos mais elevados
padrões de segurança internacional para pagamentos online com a integração da
tecnologia de segurança 3D Secure (verifica se a pessoa que está a efetuar a
transação na internet é um titular autorizado), que a empresa já garantia antes da
diretiva europeia, a Payments permite, entre outras coisas, de forma segura e
simples, agilizar e aceitar pagamentos à distância por link e personalizar a página de pagamentos com a imagem da loja online em questão.

Se em matéria de proteção de dados ou assédio online a segurança online pode ainda ser periclitante como nos diz o estudo do Centro Nacional de Cibersegurança, no domínio dos pagamentos online e da proteção dos dados entregues a instituições financeiras, estas áreas são das mais sólidas do mercado dada a importância que assumem no bom funcionamento da Economia e, como se sabe, não há Economia que resista sem a confiança no sistema que a sustenta.

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